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PM capixaba está de luto durante o Janeiro Branco


Suicídio de cabo, diagnosticado com depressão oriunda do estresse da profissão, serve de alerta no mês dedicado à saúde mental

13.01.2021

 

O mês é de campanha que tem por objetivo chamar a atenção da humanidade para as questões e necessidades relacionadas à Saúde Mental e Emocional das pessoas, o chamado Janeiro Branco. Para a Polícia Militar capixaba, no entanto, esse início de ano começa com a cor do luto.

 

Um cabo PM, de 48 anos, casado, pai, atentou contra a própria vida, em casa, na tarde de segunda-feira (11). Seu filho, de 19 anos, encontrou o corpo. O policial já sofria com a depressão, oriunda do estresse da profissão, agora irá marcar profundamente a vida de seus familiares.

A Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Estado do Espírito Santo chama a atenção para estas estatísticas, desde 2019. Realizou pesquisa inédita que demonstrou, entre outros dados, dos 550 PMs e 120 BMs entrevistados, 57% consideravam seu trabalho estressante sempre. Além disso,  15,71% sofrem de depressão e ou ansiedade e 17, 86% , de insônia

A associação informa que teve acesso a documentos e informações que demonstraram que de 2013 a 2020, foram relatados por Policias Militares capixabas 50 tentativas de suicídio (média 7,14 tentativas ao ano) e um total de 10 suicídios cometidos em todo o período.

 


Núcleo apoia a quem passa por problemas mentais

 

A Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Estado do Espírito Santo lançou em agosto de 2020, o Núcleo de Apoio Psicossocial (NAP), com a finalidade de atender os associados e seus dependentes que estejam passando por problemas de ordem mental. A tentativa é auxiliar no diagnóstico e tratamento dos transtornos que o estresse e as condições de trabalho causam aos policiais e bombeiros militares.

O projeto tem expectativa de atender de forma presencial ou online, em média, a 21 mil pessoas, entre associados militares e seus dependentes, disponibilizando duas psicólogas, uma delas policial militar, uma assistente social e dois médicos, um deles psiquiatra.

"Precisamos que chegue ao maior número de militares possível e que possamos em 2021 ampliar esses serviços de forma efetiva em todo o Estado. Temos projetos nesse sentido, mas precisamos que toda a sociedade civil nos auxilie divulgando ao máximo. A saúde mental das forças de segurança não é um problema restrito à caserna, mas um problema que reflete em toda sociedade," afirma o presidente da Associação, Cabo Eugênio.

Os interessados devem entrar em contato com a assistente social do projeto no número (27) 99775-6298, passar por uma triagem para confecção do diagnóstico e imediatamente já dar início aos tratamentos.

 

Confira a fonte original do Jornal Fato, clicando aqui.

 

 

 

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