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As eleições estão chegando por aí ...


Assisti à entrevista concedida pelo prefeito Victor Coelho ao diretor do Jornal Fato, Wagner Santos

29.05.2020

 

Assisti à entrevista concedida pelo prefeito Victor Coelho ao diretor do Jornal Fato, Wagner Santos. Percebi, com olhar agudo de quem espera que tudo dê certo, que estava diante de um jovem político que está enfrentando, com consciência, a violência trágica da pandemia que assola o mundo e todo o país. Controverteu, com o cuidado indispensável o tema, priorizando ações completas, embora o município ande estraçalhado por uma série de calamidades.


Sobre as próximas eleições disse que, no momento, a pandemia o absorve, embora não deixe de lado a administração como um todo, apontando para a crise econômico-financeira. E não poderia ser diferente. Com 411.821 casos confirmados e 25.598 mortos pela Covid-19, o país tem taxa média de espalhamento do vírus de 1,9, o que significa que cada dez infectados transmitem a doença a 19 pessoas, segundo o grupo Covid-19 Analytics, do qual participa a PUC-Rio. O índice ainda é bem acima do número 1,0, considerado o necessário para estabilizar a epidemia.


Isso desorganizou os municípios, do ponto de vista de recursos e de capacidade para atender os doentes. Além disso, tenho em mãos pesquisa registrando que apenas 15% dos profissionais de saúde se sentem preparados para lidar com o novo coronavírus, enquanto ampla maioria não se vê com preparo para encarar os desafios da pandemia. O principal fator indicado é o medo pela vulnerabilidade de quem atua na linha de frente.


Nesse conjunto, o medo foi relatado por 91,25% dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate a endemias. Entre eles, apenas 7,61% disseram se sentir preparados. Entre enfermeiros, esse índice ainda é consideravelmente baixo: 20,09%. Entre médicos, 77,68% relataram sentir medo e vulnerabilidade pelo contato constante com pacientes. Os pesquisadores identificaram ainda uma fragilidade particular nos estados mais pobres. A falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) ajuda a explicar a sensação de vulnerabilidade. Apenas 32% dos profissionais relataram o recebimento de EPIs. Esse número é menor entre agentes comunitários e de combate: 19,65%.


Os EPIs são, obviamente, uma condição básica para o trabalho na saúde. E Brasil atrasou muito na aquisição desses equipamentos, além de ser comandado por um Presidente que está receitando hidrocloroquina como remédio de todos os males para cuidar da doença. Basta dizer que estados e municípios até hoje não receberam a ajuda prometida pelo governo federal.


Resumindo: esta é uma guerra que o jovem prefeito terá que enfrentar, com todas as armas do bem, unindo todos, exatamente porque ao assumir esta enorme responsabilidade, o homem público se entrega a destino maior do que todas as suas aspirações, e que ele não poderá cumprir senão como permanente submissão ao povo.
Não se pode esquecer, porém, que todo político é louco pelo poder, seduzido pelo poder e para isso vive. E que as eleições estão chegando por aí.

Confira a fonte original do Jornal Fato, clicando aqui.

 

 

 

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